quarta-feira, 8 de julho de 2009

Num belo dia

Num belo dia, resolvi conversar com uma estranha no meu MSN. Gente boa. Trocamos conversa fiada, nos conhecemos um pouco, descobrimos que temos egos enormes e eu prometi de dar um livro a ela como presente de aniversário, se ela me convidasse. A promessa ficou, mas acabamos parando de nos falar por um bom tempo.


Num belo dia, resolvi voltar a conversar com aquela guria gente boa, que por vezes bancava minha consultora sentimental, embora não revelasse muito da própria vida afetiva. Comecei a gostar de conversar com ela, mas novamente perdemos contato. Depois de alguns meses comecei a sentir falta das conversas, das risadas, da certa conexão que exista entre eu e aquela guria interessante, então voltamos a conversar.

Num belo dia, percebi que tinha ganhado uma grande amizade, mesmo que nunca tivéssemos conversado cara-a-cara. De um estranho jeito, sabia que poderia contar com ela a qualquer momento para o bem ou para o mal. Nos conhecíamos e nos gostávamos como irmãos, ou melhor: como almas gêmeas. Vai ver é isto que realmente somos.

Num belo dia a promessa foi cumprida, o livro estava entregue e havíamos dado uma caminhada relativamente longa, acabando num banco de praça num final de tarde. Ali, comecei a perceber que estava sendo conquistado pelo lindo sorriso, pelo olhar sincero e pelo jeito cativante e divertido daquela guria gente boa. Depois desse dia, nossa amizade só cresceu, assim como meu desejo por beijar aquela boca onde cabe o sorriso mais bonito e sincero que eu conheço. Deixamos o tempo correr, saímos mais algumas vezes, sendo que a cada vez que eu a via, o desejo aumentava, assim como aquela estranha conexão, aquele carinho que só se tem por alguém que o merece.

Num belo dia, comecei a perceber que meu desejo era correspondido, mas havia um problema: já havíamos nos tornado tão amigos, que eu me via lutando contra minhas vontades para não arriscar perder aquela amizade tão importante para mim. As conversas ficaram mais cheias de malícia, surgiram apelidos carinhosos, o carinho era diferente e havia um clima de paixão sempre que nos víamos. Aquela menina havia me conquistado, eu me vi apaixonado por ela, porém o medo da perda era maior do que as nossas vontades. Ela sabia disso, falávamos abertamente sobre esse desejo mútuo, as conversas eram cheias de desejo reprimido e o assunto dominante era a forma como somos no amor. Estávamos avaliando se realmente valia a pena, se não havíamos nos enganado um sobre o outro, se realmente era aquilo que queríamos, mesmo conhecendo os riscos e os defeitos, qualidades e necessidades sentimentais de ambos.

Num belo dia, o desejo venceu o medo da perda. O beijo inesperado fez com que toda a dúvida desaparecesse e que toda a paixão fosse demonstrada. Nesse dia, vencemos tudo aquilo que nos impedia de sermos felizes, começamos a nos amar. Para falar a verdade, nesse dia apenas confirmamos nossa paixão, a oficializamos, pois ela já existia muito antes disso. Desde então, todos os dias da minha vida têm sido maravilhosos, pois finalmente posso dizer que a amo, tenho sua companhia muito mais que agradável e que tanto me faz bem.

Num belo dia, fizemos amor. Não foi apenas uma coisa que queríamos fazer havia muito tempo, foi uma linda expressão de todo o carinho, cumplicidade, amor e conexão que já havia em nós. Essa foi a prova definitiva de que eu não havia cometido um erro ao ter medo de perde-la, pois sabia que isso nunca aconteceria, que ela é um amor para a vida toda. Quatro meses e alguns dias já se passaram desde então e ainda sinto como naquele mesmo dia em que esquecemos do filme que estávamos vendo.

Num belo dia, concordamos que nossa relação era mais do que uma amizade colorida, que realmente era amor o que sentíamos. Depois de todo o tempo em que estamos juntos, não consigo acreditar que haja alguém mais merecedor dos restos dos dias da minha vida quanto ela.

Num belo dia, resolvi expressar tudo que sinto e contar que essa guria tão importante e especial de quem falo chama-se Annelize, embora eu secretamente a chame de “amor da minha vida”.

1 comentários:

Anônimo disse...

Olha, eu não te conheço, não sei quem és, nem conheço o "amor da tua vida" mas li uma história tirada do teu blog num outro site e resolvi entrar para ver. Não acredito muito mais no amor, me decepcionei muito com algumas coisas que aconteceram na minha vida, mas... ainda acho lindo ver coisas como esta. Você escreveu isso pq era o que estavas sentindo, pq era o que estava saindo de você e não para poder impressioná-la. Não sei o que realmente têm por trás desse texto. Não sei se ainda estás com ela, não sei se ainda se amam como antes, mas só queria lhe dizer que tua história me pareceu quase como uma história de um livro. Um romance fictício. Espero que vc seja um cara sincero com ela e ela ctg. Parabéns pela linda história escrita de forma super romântica e pelas atitudes do casal. Muito lindo!