quarta-feira, 8 de julho de 2009
Num belo dia
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Sobre o condicionamento social
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
O quarto branco
– Ele está com taquicardia! – disse o médico com um tom que deixou transparecer a todos naquele consultório o seu espanto. – Vamos interná-lo imediatamente.
Droga, outra vez não! – pensei, mantendo minha natural indiferença aparente à situação.
Pouco depois de atravessar o labirinto de corredores silenciosos, repleto de portas fechadas, me encontrava em um quarto de hospital, com suas tradicionais cores quase monocromáticas, sem vida, desconfortável por natureza. Depois de cinco minutos dentro do quarto eu já estava farto e queria voltar para casa, porém sabia que isso não iria acontecer tão cedo.
Sentei-me na cama alta e desconfortável enquanto esperava por um enfermeiro e observava meus pais que estava em pé me olhando com aquela pena e preocupação típica de qualquer pai ao ver o filho em uma situação como aquela. Por um instante esqueci do quarto, do hospital, de tudo e estávamos os três dentro de uma espécie de bolha, isolados de todo o resto do mundo. Então chega o enfermeiro e me guia novamente pelos corredores, rumo à área de exames.
– Sente-se, eles já irão chamá-lo – disse ele com um tom tranqüilizador enquanto eu me sentava num sofá, levemente mais confortável que minha nova cama, na sala de espera.
Agradeci ao enfermeiro e então ele se foi, sumindo da vista no grande labirinto. Enquanto esperava, tentei me lembrar como havia me sentido da última vez em que estive internado, porém havia se passado tanto tempo que nenhuma lembrança apareceu, somente a intuição de que meus dias naquele lugar seriam angustiosamente longos. Alguns minutos depois a porta a minha frente se abre e uma enfermeira me chama para fazer meus exames, que mostraram que havia sim algo errado comigo, mas não justificavam o espanto e sensação de urgência que o médico havia demonstrado.
Passei mais de uma hora fazendo exames e prestando atenção à reação dos médicos e enfermeiros ao os analisarem e então o mesmo enfermeiro de antes volta para me levar para o meu quarto, de onde eu não sairia até receber alta. Quando entrei no quarto ele estava vazio, meus pais haviam ido embora e o enfermeiro já havia saído e fechado a porta atrás de mim. Não tardou muito e o sentimento de desconforto já havia me invadido mais uma vez, a sensação de estar em um lugar desconhecido, sem alguém para conversar, sem nada para fazer a não ser refletir e esperar. Tirei os sapatos e as roupas e vesti outras mais leves que meus pais haviam me deixado, então deitei na cama e me cobri com um lençol enquanto esperava que algo acontecesse.
– Bom dia! – exclamou animada a enfermeira que acabara de entrar de surpresa pela porta, carregando uma bandeja com comprimidos, um frasco de soro, algodão, um fino e comprido tubo, uma agulha, um pequeno copo com um líquido leitoso e avermelhado e outro com água.
– Bom dia – respondi, com o ânimo de um condenado à execução.
Ela então me deu os dois copos e os comprimidos e começou a preparar o soro com uma incrível agilidade que somente se consegue com muita prática. Tomei os remédios e dei meu braço para que ela o perfurasse com a agulha. Pouco depois ela já havia terminado meu tratamento e estava saindo pela porta.
A tarde estava apenas na metade e eu não conseguia dormir, então comecei a refletir sobre a situação em que me encontrava. Estava sozinho num quarto de hospital e não havia ninguém para conversar ou o que fazer, estava com uma agulha cravada no meu braço, deitado numa cama desconfortável, imaginando quanto tempo mais agüentaria aquilo antes de enlouquecer. Não sei quanto tempo fiquei refletindo, talvez alguns minutos ou horas, porém fui interrompido por outra enfermeira que havia me cumprimentado com igual ânimo e receptividade dos outros enfermeiros. Ela estava lá para medir minha temperatura e pressão e foi simpática enquanto o fazia, porém logo foi embora pela porta da mesma forma que os outros depois de terminar seu trabalho.
Depois de mais algumas vezes em que isso se repetiu, percebi que aquelas pessoas de branco eram minhas únicas companhias naquela situação, uma companhia agradável, confesso. Fiquei mais tranqüilo, comecei a me acostumar com todo aquele desconforto, pois ele era compensado com uma boa dose de calor humano, mesmo que esporadicamente e por pouco tempo, mas ainda sim era suficiente para que eu me sentisse psicologicamente melhor naquele quarto vazio e com isso consegui a calma que precisava para dormir.
O segundo dia passou-se da mesma forma que o primeiro, porém com a agradável surpresa da visita de um amigo querido. Não lembro sobre o que conversamos no tempo em que ele esteve lá, apenas lembro da sensação que tive com a presença dele, que foi muito mais agradável do que costumava ser normalmente. Claro que aquela sensação deve ter sido provocada pela minha solidão quase carcerária, ele estava agindo da mesma forma de sempre, era eu que estava valorizando mais do que nunca sua companhia. Esse momento foi um marco em minha vida, pois desde então passei a valorizar a companhia das pessoas que amo como o fiz naquela ocasião, como a coisa mais preciosa que existe.
A visita chega ao fim e ele vai embora, não como os enfermeiros, mas como alguém que amo e que tenho a certeza de que verei novamente. Depois disso refleti muito sobre o que eu achava que sabia sobre o comportamento humano e a dinâmica social e acabei por concluir que o calor humano é algo tão simples e que faz tão bem às pessoas, algo muito parecido com amor, se não o for. Meu segundo dia no hospital havia terminado e, contrariando minhas expectativas, acabou sendo, até então, o mais agradável e também o mais produtivo para as minhas reflexões.
Mais um dia começa, o calor humano esporádico continua agradável e enfim recebo a boa notícia de que aquele seria meu último dia ali. Durante toda a manhã e tarde aguardei ansioso o médico entrar pela porta, fazer os últimos exames e me dar minha tão merecida alta. Estava demorando mais do que eu imaginava e a ansiedade estava aumentando, porém mais uma gostosa visita apareceu para me acalmar. Meus pais entraram pela porta, já sabendo que eu iria receber alta e prontos para me levar embora. Finalmente o médico aparece e eu recebo a melhor notícia possível naqueles três dias: eu estava liberado.
Assim que saí do hospital percebi que havia algo diferente, porém até hoje não sei explicar o que havia mudado. Talvez fosse meu novo conceito sobre a companhia das pessoas queridas, talvez fosse a simples saudade do mundo em primeira pessoa ou talvez algo que só aprendemos dentro de um hospital.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Simples assim
Acho que nunca escrevi muita coisa sobre amor neste blog, na verdade apenas o citei uma ou duas vezes e é justamente por isso que estou aqui hoje, para falar sobre uma das coisas mais simples do mundo e que a sociedade e a mídia tornaram um dos maiores bichos de sete cabeças deste mundo: o amor.
Recentemente andei acompanhando uma discução sobre amor na Internet, cujo tema era a pergunta: "toda forma de amor e válida?". Diversos assuntos surgiram, como homossexualidade, crimes passionais e até mesmo desamor surgiram e percebi que a grande maioria das respostas era totalmente superficial e notei que as pessoas distorcem muito o conceito de amor, inclusive os autores de um famoso dicionário:1 Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso. 2 Grande afeição de uma a outra pessoa de sexo contrário.
Dizer que só sentimos amor por pessoas do sexo contrário é algo de uma carolice e ingênuidade sem tamanho nos dias de hoje, enquanto que definir esse sentimento como algo que nos impele ao que afigura ser belo é o mesmo que dizer que "o amor é cego". Sim, realmente o amor é cego, pois é um sentimento que atinge a todos e todos somos atingidos por ele, independente das qualidades da outra pessoa.
Vai me dizer que você não ama seus pais? A menos que você tenha sérios motivos para responder "não", você os ama sim, mesmo que não saiba que o que sente por eles é amor. Agora me responda: se você ama seus pais, um deles deve ser do mesmo sexo que você, certo? Como isso é possível? Talvez você esteja pensando algo como: "mas ele é meu pai" para tentar se justificar e este é o maior problema com o amor. A sociedade diz que amor a pessoas do mesmo sexo é homossexualismo, a Igreja diz que é pecado, mas e você? O que me diz?
Se não sabe responder, então eu lhe digo: o amor é uma das coisas mais simples deste mundo, você ama seus pais, seus amigos, família, namorada ou seja lá quem mais você conheça - e goste - da mesma forma. A diferença entre sua namorada e seu pai? Você está apaixonado por ela e paixão é simples desejo. Se apaixonar por uma pessoa do mesmo sexo é homossexualidade, amar essa mesma pessoa não é. Amor é o prazer do convívio, é o desejo de que nada de ruim aconteça a uma pessoa, é saudade quando ela está longe, é conexão: a pessoa faz parte da sua vida e você da dela, é simplesmente afeto. Vai dizer que não é isso que acontece com seus pais, família ou amigos? Vai dizer que se não os amasse ainda sim gostaria de estar com eles?
Espero que tenha entendido isso, pois é um dos nossos problemas. O outro é o que as pessoas fizeram com o conceito de amor e como podemos sobreviver neste mundo sem sermos mal interpretados ao dizermos "eu amo você". Se você, homem, falar isso para uma amiga sua com a qual nunca teve nada além de amizade, ela provavelmente irá o interpretar mal e achar que você está apaixonado por ela, mas você sabe que está sendo sincero quando diz essas palavas, afinal se você não a amasse não a consideraria sua amiga e também, ela deve ser sua amiga por que o ama, mesmo que ela não saiba definir exatamente esse sentimento.
Não tenha medo de dizer que ama uma pessoa, porém faça-o com cuidado ou não o diga usando a palavra "amor", caso contrário correrá o risco de ser mal interpretado, porém existem pessoas neste mundo que merecem ouvir isso de você todos os dias e com certeza não irão lhe interpretar mal: seus pais e sua namorada. Então, meus amigos, a frase do dia é "eu amo você".
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Que ano!
Está chegando a hora de nos despedirmos do hiperativo rato e acolhermos o gentil e amável boi, isto para quem segue o calendário chinês, claro. Pessoalmente me identifico muito com o boi, apesar de eu ser dragão. Minha identificação com o hosróscopo chinês foi reforçada ainda mais quando parei para refletir sobre este ano que está no fim.
O rato é conhecido por ser agitado, criativo e ser ótimo em resolver situações difíceis e este ano de 2008 foi exatamente assim para mim. Nunca enfrentei tantos problemas em seqüência como neste ano e com toda certeza não teria conseguido resolver nem metade deles sem a ajuda das pessoas que amo. Amores, amigos, familiares e até mesmo pessoas que passaram brevemente pela minha vida. Só tenho a agradecer a todos vocês pelo que fizeram por mim este ano.
Obviamente não consegui resolver todas as situações difíceis, também me estressei, me decepcionei, fiquei atônito diante de certas situações, fiquei com nós horríveis na garganta, fiz muita coisa que não deveria ter feito e pior, deixei de fazer coisas que deveria ter feito, porém eu provavelmente não estaria aqui se não tivesse com quem contar nesses momentos, se não tivesse quem me motivasse, me apoiasse e estivesse comigo para o bem ou para o mal.
Não estou falando dos meus problemas aqui, mas sim de como vocês me ajudaram a vencê-los, mesmo que os problemas em si não tenham sido resolvidos, afinal o que mais importa é a batalha diária em busca dos sonhos que todos temos e a coragem de enfrentar os problemas que aparecem. E vocês, meus amigos, são meus irmãos de guerra, são quem me dão coragem quando preciso, são quem me motiva, inspira, emociona e me faz sentir a pessoa mais feliz do mundo, apesar dos pesares.
Não costumo me apaixonar facilmente, mas o rato também me trouxe paixões que irei lembrar para sempre. Pessoas que me entraram em minha vida e que rapidamente me contagiaram com sua personalidade. Embora alguns relacionamentos tenham sido rápidos demais, outros foram bons enquanto duraram e outros nem mesmo chegaram a acontecer por motivos que guardo apenas comigo. Apesar de tudo, continuo levando todas vocês em meu coração como pessoas que um dia me fizeram feliz.
Conheço alguns de vocês há pouco tempo, porém tempo suficiente para dizer que adoro estar com vocês e que todos já fazem parte da minha vida e têm um espaço no meu coração. Alguns de vocês não me conhecem totalmente e eu sei que muitas vezes me julgam pelos meus atos (ou ausência de) e minhas palavras, porém espero que tenham a tolerância e compreensão necessária para me conhecer, assim talvez um dia eu possa chamá-los de amigos ou até mesmo de amores.
Se o rato nos uniu nas situações mais difíceis, tenho certeza de que o boi vai nos unir ainda mais, afinal ele é um ser gentil, tolerante, amante da paz e carinhoso com os poucos e bons que fazem parte da sua vida. Então, que venha o boi, que venha o meu ano, que venha o nosso ano.
terça-feira, 17 de junho de 2008
A hora é Agora
De umas semanas para cá venho tratando de alguns assuntos de caráter "confidencial", logo não tive tempo para postar aqui e quase cheguei ao ponto de esquecer que tinha um blog, mas isto não importa, decidi criar esta postagem para mostrar uma visão que tenho sobre a vida e que tornou a minha muito mais feliz: a verdade sobre o tempo.
Imagine por um segundo que você tivesse o maravilhoso dom de conversar com animais. Se você perguntasse a uma zebra "que horas são?", o que ela responderia?
Já parou para se perguntar o que é o Ontem? O Ontem, meus amigos, assim como o Amanhã, não existe!
Resumindo bem: seu passado é um monte de memórias e seu futuro um monte de esperanças. Tanto a memória quanto a esperança são míseras cargas elétricas dentro do nosso cérebro, logo o seu passado e o seu futuro não existem fisicamente, eles estão na sua cabeça.
E quanto ao presente? Este sim é real, palpável. Pare por um segundo e sinta o Agora, sinta o ambiente ao seu redor, você é parte dele e pode sentir isso. O Agora é tudo o que você tem na sua vida.
A maioria das pessoas tende a usar seu passado como principal referência na hora de tomar uma decisão no presente. Isto pode ser bom, mas não é o que acontece na maioria dos casos e é exatamente por isso que estou tendo o trabalho de escrever esta postagem, pelo fato de que a maioria de nós tem medo do presente porque nosso passado nos causa esse medo. Vamos usar o tradicional exemplo da sedução: um cara qualquer avista uma linda garota parada numa vitrine e seu instinto de homem logo faz com que ele sinta atração por ela. Agora tudo que falta é ele ir até ela e iniciar uma conversa mas nosso cara qualquer nunca teve muito sucesso com as mulheres, então ele faz disso um dogma em sua vida. O passado dele colocou em sua cabeça que ele é um fracassado com as mulheres e que se ele tentar conversar com a garota que está parada na vitrine a poucos metros dele, ele certamente irá fracassar como sempre fracassou.
Vê? O passado de nosso cara qualquer criou um dogma na cabeça dele e ainda fez uma previsão pessimista para o futuro dele com a garota. É exatamente por isto que ter apego ao seu passado e principalmente ao seu futuro pode ser uma atitude muito destrutiva na sua vida.
Provavelmente você também tem alguns desses falsos dogmas na sua cabeça que são produto do seu passado. Esses dogmas, meus amigos, são simples generalizações, a mente humana tende a agrupar coisas que acontecem freqüentemente em nossas vidas. Se você leva mais "tocos" do que consegue beijar garotas, sua mente simplesmente vai deixar seus sucessos de lado e colocar seus fracassos num grande grupo chamado "perdedor", isso pelo simples fato de haverem mais fracassos do que sucessos. E o que acontece depois? Esse grupo torna-se um dogma na sua cabeça, você chega ao ponto de falar a si mesmo que não é bom com mulheres.
A média de vida mundial é algo em torno de 76 anos, ou seja, você só tem 76 voltas ao redor do Sol na sua vida, isso são aproximadamente 28000 dias, isso se você for esperto o bastante para conseguir viver até os 76 anos. Que o futuro é incerto todos sabemos, um belo dia desses você pode estar dormindo e do nada sua casa começa a pegar fogo e você morre queimado enquanto dorme. Pode parecer pessimista, mas você tem de concordar comigo que não pode dar 100% de certeza de que irá acordar amanhã e muito menos de que irá viver até os 76 anos, certo?
Cada dia em que você abre os olhos pela manhã, cada dia que você acorda é um presente. Alguém lá em cima te deu mais 24 horas para aproveitar sua vida e esse é um tempo que você não pode disperdiçar com bobagens como sofrimento, arrependimento, rotina ou qualquer outra coisa que não te faça feliz. Use esse tempo para se divertir, aproveite cada segundo, cada hora do seu dia, pois ele pode ser o último de sua vida e você sabe disto.
Se você trabalha, é uma rotina, não estou te persuadindo a largar seu emprego e virar hippie mas o que você faz no seu tempo livre? Muitas pessoas passam seus domingos vendo TV o dia todo enquanto a vida passa, isto é aproveitar a vida? Isso é valorizar o presente que lhes foi dado? Com toda certeza a resposta é não!
Memórias todos temos, são imagens, sons, cheiros, sensações. Algumas pessoas aos plenos 30 anos de idade já escrevem suas memórias e isto, meu amigo, é errado, é perda de tempo. Deixe para escrever suas memórias quando tiver no mínimo 70 anos. Até lá, crie suas memórias, aproveite sua vida.
Planos são coisas que todos temos também, mas eles fazem parte do nosso futuro que pode não chegar. Normalmente, um plano é um sonho que se for realizado irá nos fazer muito mais felizes. Buscar a felicidade não é errado, errado é deixar a busca para amanhã e você sabe muito bem porquê. Então, se você tem sonhos, aproveite seu dia para realizá-los, não disperdice seu precioso tempo.
Se nosso cara qualquer tivesse isso em mente, certamente teria abordado a garota e independente de qualquer resultado, ele iria se divertir conversando com ela e isto sim é aproveitar o dia.
Então, zebras não usam relógio, elas desconhecem o tempo como o conhecemos. Se você perguntasse as horas a uma zebra, ela te responderia: "a hora é Agora."
domingo, 18 de maio de 2008
O erro da crítica
Todos nós somos criticados diariamente e às vezes de forma bem grossa, não é mesmo? Agora quero que me responda: uma crítica faz você sentir-se motivado a mudar? Faz você admirar a pessoa que o criticou? Com certeza não, pois a crítica é uma forma direta e também por vezes mal educada de se dizer a alguém que está errado, coisa que ninguém gosta.
Todos nós precisamos alimentar nosso ego, todos gostamos de nos sentir importantes e quando alguém nos fere o ego, passamos a ter sentimentos ruins para com este alguém. Pelo mesmo motivo é que todas as pessoas inteligentes concordam que discução é idiotice, pois por melhor que você prove a uma pessoa que ela está errada, ela vai sair da discução acreditando ainda mais em seus próprios argumentos. Dizer a alguém que ele está errado é uma ofensa direta à sua inteligência e principalmente ao seu ego.
Imagine-se como um vendedor que tenta fazer com que seu cliente compre seus produtos. Se discutir com seu cliente, provavelmente irá se sentir bem por ter vencido a discução, mas conseguirá vender seus produtos? Muito dificilmente.
Se criticar e discutir com alguém é errado, então o que fazer para que a outra pessoa mude suas atidudes? A resposta é simples: primeiramente coloque-se no lugar da outra pessoa e tente ver a situação pelo ponto de vista dela. Se alguém está fazendo algo errado provavelmente deve ter seus motivos. Por exemplo: se você fosse um professor e tivesse em sua turma aquele "aluno problema", tentar ver a situação pelo ponto de vista dele provavelmente faria com que você conseguisse entender os motivos para que ele faça tudo que faz. Poucas pessoas se colocam no lugar do outro antes de criticá-lo e isso é um dos maiores erros que se pode cometer.
Agora, como fazer com que seu aluno encrenqueiro vire um anjinho? Você precisa motivá-lo a mudar. O problema da crítica é que ela nos cega, não permite que enxerguemos as qualidades da outra pessoa mas apenas seus defeitos. Todos temos múltiplos talentos e se não nos damos bem em algo que fazemos, provavelmente temos qualidades em outras áreas. Aquele aluno problema pode ser um excelente desenhista, mesmo que use seu talento para pixar as portas do banheiro, então não seria melhor dizer sinceramente que aprecia seu talento e dizer que ele pode um dia se tornar um cartunista famoso se usar seu talento de forma produtiva ao invés de repreendê-lo por pixar o banheiro? Penso eu que sim!
Com certeza aquele aluno já está cansado de ser repreendido por todos os professores de sua escola e por seus pais, então o que acontece quando alguém alimenta seu ego e o faz sentir-se importante? Ele irá admirar quem o elogiou e se esta pessoa der um bom exemplo e mostrar como ele pode usar melhor seus talentos que são despresados pelos demais, com certeza ele irá seguí-lo.
Um elogio pode operar milagres e conseguir a simpatia e cooperação das pessoas, já uma crítica só irá gerar má-vontade. Já viu as coisas por este ponto? Tenho certeza de que se você pensar um pouco sobre isso irá concordar comigo, afinal você mesmo sabe o que sente quando é criticado e quando é elogiado sinceramente, então por que não tratar assim as pessoas?
Isto não funciona só com alunos problemáticos, mas sim com qualquer pessoa, afinal todos gostamos de ser elogiados e criamos uma simpatia pelas pessoas que nos elogiam. Você pode aplicar isto em todas as áreas de sua vida, seja nos relacionamentos diários ou mesmo nos negócios, tenho certeza de que irá conseguir muito mais cooperação e simpatia agindo desta forma do que ferindo o ego alheio.